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Hospital das Clínicas da FMUSP instaura comitê de crise e mantém atendimento em meio à greve

gabinete criseGrupo de médicos e gestores se reuniu diariamente para garantir atendimento e suprimento de insumos hospitalares

O Hospital das Clínicas da FMUSP instaurou um comitê de crise que visou minimizar ao máximo os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre o atendimento dos pacientes. O comitê se reuniu diariamente durante a paralisação para avaliar o estoque de suprimentos, incluindo medicamentos e alimentação, e tomar as medidas possíveis para atenuar os efeitos da paralisação no hospital. Com isso, todos os atendimentos dentro do complexo foram mantidos. Nesta segunda-feira, com a volta do abastecimento no país, o comitê para esta situação foi finalizado.

Além disso, o HCFMUSP realizou nos seis últimos anos uma mudança estrutural na forma com que adquire, controla o estoque e distribui seus insumos, incluindo um moderno centro de logística. Com isso, e a profissionalização da gestão de leitos, prontuários eletrônicos e a adoção das medidas tomadas durante a crise é que está sendo possível garantir o atendimento de urgência e emergência.

Nas reuniões, foram apontadas as situações de todas as áreas e visualizadas as mais críticas, como insumos que estivessem mais próximos de terminar. Nesses casos, o HCFMUSP até disponibilizou veículos próprios para buscar os materiais nos aeroportos, por exemplo.

Áreas críticas como estoque do banco de sangue, com a Fundação Pro-Sangue, tiveram atenção especial e o resultado foi extremamente positivo, com uma campanha bem sucedida para que a população doasse sangue. Da mesma forma, setores sensíveis, como a nutrição, conseguiram agir com velocidade e organização, garantindo o atendimento de pacientes e familiares.

Com isso, apesar da paralisação que atingiu todo o país, o HCFMUSP seguiu fazendo os atendimentos, incluindo cirurgias de emergência e eletivas. A avaliação foi feita diariamente durante a crise, para que as medidas fossem tomadas imediatamente de acordo com a necessidade, garantindo que os pacientes não sofressem as consequências da paralisação dos caminhoneiros.